Carta do Povo Sem Medo

09/05/2016

 

São Paulo, 7 de Maio de 2016

 

No último ano e meio iniciamos a construção de uma nova Frente de Mobilização disposta a encarar as ruas como cenário principal da política. Nesse período, organizamos diversas mobilizações sociais em todo o país denunciando o avanço conservador no Congresso, expresso por medidas como o Projeto de Lei de Terceirizações e a Proposta de Redução da

 

Maioridade Penal, e nas ruas, expresso por uma direita preconceituosa e raivosa que passou a mostrar as caras na defesa de seus privilégios. Avançamos também na luta contra o ajuste fiscal imposto pelo governo federal que representou uma verdadeira sangria nos direitos dos trabalhadores.

 

Essa trajetória foi fundamental para delinear as características da Frente Povo Sem Medo, marcada pela combatividade, independência política e compromisso com a construção de mobilizações.

 

Nos últimos meses, no Brasil, assistimos a escalada de um projeto golpista, com o objetivo de levar ao Impeachment a Presidente Dilma Roussef, sustentado por uma mídia defensora das elites, um judiciário parcial e um Congresso reacionário e corrupto, que tinha como líder o deputado Eduardo Cunha, com vasta ficha criminal. Nesse cenário a Povo Sem Medo não titubeou em denunciar o golpe e defender a democracia. Colocou-se nas ruas em diversas capitais, organizando grandes mobilizações. No entanto, reconhecemos em todo o processo as críticas devidas ao governo federal, que, com seu modelo de ajuste econômico, penalizou os trabalhadores.

 

O grande acordo das elites em torno do futuro governo Temer anuncia os retrocessos que virão. Ampliação do ajuste econômico com cortes ainda maiores, retirada de direitos trabalhistas, ampliação das privatizações e redução dos subsídios para programas sociais como

 

Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família formam a agenda a ser combatida no próximo período.

 

A Frente Povo Sem Medo seguirá na luta pela democracia e não reconhecerá um governo fruto de um golpe. O Governo Temer é ilegítimo e será combatido nas ruas. Seguiremos também apresentando nossas propostas. Só sairemos da crise se encararmos de fato as necessárias reformas populares: reforma tributária com taxação de grandes fortunas, reforma política com fim do financiamento privado de campanhas, reformas urbana e agrária e democratização das comunicações!

 

Para isso é necessário nos empenharmos na construção de uma frente mais organizada e articulada nacionalmente. Devemos enfrentar, no próximo período, o desafio de crescimento nacional com o lançamento da Povo Sem Medo em novos estados e a formação de Secretarias Operativas Estaduais. É fundamental também avançar na consolidação de uma Comissão de Comunicação e na construção de campanhas nacionais e plenárias estaduais.

 

O desafio é grande, será necessário muita resistência, mas num momento em que a política inunda as ruas a Povo Sem Medo pode se consolidar como uma referência real para as mobilizações!

 

A SAÍDA É PELA ESQUERDA!

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