Ocupação Luísa Mahin resiste em Salvador


No último dia 21 de junho, um Oficial de Justiça foi à ocupação Luísa Mahin, organizada por famílias do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), com um mandado de citação do processo em que o Governo do Estado da Bahia pede a reintegração de posse do prédio ocupado no Centro de Salvador. Ou seja, o governo quer expulsar as famílias que lá moram e quer o fim da Escola de Formação Popular Carlos Marighella.


A ocupação Luísa Mahin está completando nove meses de resistência, dando função social a um prédio que estava abandonado há mais de dois anos. Hoje, além de servir à moradia de dezenas de famílias pobres, que se encontravam sem moradia, a ocupação abriga uma escola popular que já conta com curso pré-vestibular e alfabetização de adultos, além de diversas oficinas.


É absurda a postura do governo do Estado, que, desde o início da ocupação, se nega a negociar com o movimento e com as famílias e agora quer expulsar mulheres, crianças e homens como se fossem animais.


Em tempo de aumento do desemprego e retirada de direitos, não podemos aceitar mais este ataque contra o povo pobre trabalhador! Enquanto morar dignamente for um privilégio, ocupar é um direito!



Resiste Luísa Mahin!

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