NÃO AO IMPEACHMENT! Fora Cunha, Levy e o ajuste fiscal!


Encurralado pelo processo de cassação de seu mandato por corrupção e desmoralizado pela comprovação de que possui contas secretas na Suíça e de que recebeu milhões em propina das grandes empreiteiras que assaltaram a Petrobras e a Nação, o deputado Eduardo Cunha, eleito presidente da Câmara pela bancada da bala e pelos representantes da grande burguesia, decidiu aceitar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, eleita por mais de 52 milhões de brasileiros.


O Sr. Eduardo Cunha não engana ninguém. Desde que se elegeu presidente da Câmara, eliminou vários direitos dos trabalhadores, das mulheres e da juventude. Exemplos não faltam: aprovou a terceirização, projeto que reduz o salário dos trabalhadores e aumenta a jornada de trabalho e os acidentes de trabalho; é autor do projeto 5.069, que proíbe as mulheres estupradas de tomar a pílula do dia seguinte; reduziu a maioridade penal para culpar os jovens brasileiros de 16 anos pelo crescimento da violência no país em vez de combater o narcotráfico e o injusto sistema capitalista em que vivemos. Não bastasse, Cunha quer entregar os poços de petróleo do Brasil para o controle das grandes multinacionais como a BP, a Texaco, a Chevron, a Shell e a francesa Total.


Agora, depois de aprovar todas essas injustas leis, Cunha quer tirar do povo o direito de eleger o presidente, nomeando Michel Temer para a Presidência da República.


Ou seja, quer que o PMDB, que já roubou tanto a Nação, continue assaltando os cofres públicos e que a classe capitalista fique mais rica à custa de uma maior exploração dos trabalhadores. Michel Temer é comparsa de Cunha, que vive em jantares com os ricos deste país e é totalmente subserviente ao grande capital nacional e estrangeiro.


Não nos enganemos: um governo de Michel Temer, apoiado pelo PSDB e pelo imperialismo norte-americano, não vai tirar o Brasil da crise. Pelo contrário, se hoje está ruim para os trabalhadores e para os pobres, com Temer, o PMDB e o PSDB, ficará ainda pior.


Na realidade, por trás desta manobra estão os interesses da extrema-direita, de fascistas e de torturadores da ditadura militar e dos exploradores da classe operária, isto é, da classe capitalista.


Por essas razões, somos contra o pedido de impeachment defendido pelo sr. Eduardo Cunha, apoiado pela extrema-direita e as forças mais reacionárias do país.


A verdadeira solução para a crise que vive o nosso país não é o impeachment, mas a imediata mudança da atual política econômica que vem massacrando o povo pobre e enriquecendo uma minoria de agiotas e de monopólios.


O que o Brasil precisa é da suspensão imediata dos pagamentos dos juros da dívida e que o Banco Central diminua a taxa de juros, causa maior da elevação da inflação.


O que resolve a crise é o governo criar coragem e impedir que os supermercados continuem aumentando os preços dos alimentos e barrar a onda de demissões que os capitalistas realizam com o objetivo de reduzir o salário dos trabalhadores. O que o Brasil precisa é de uma reforma agrária de verdade e que o Banco do Brasil e o BNDES parem de doar bilhões de dinheiro público para o agronegócio e para as mineradoras que destroem a natureza e o ser humano.


De fato, o impeachment de Dilma visa a aprofundar a ofensiva contra os direitos trabalhistas e adotar um ajuste fiscal ainda maior, além de aprofundar a submissão da economia brasileira aos interesses dos banqueiros. Prova disso são os desgovernos do PSDB em São Paulo, Goiás e Paraná, que fecham escolas, roubam a previdência pública, promovem sucessivos golpes aos direitos dos servidores e ainda mandam suas polícias baterem em estudantes e professores.


Há anos, temos alertado que o caminho escolhido pelo PT para governar o Brasil – de favorecer o capital financeiro e as montadoras, financiar o agronegócio, fazer cada vez mais concessões ao PMDB e outros partidos de direita, atacar direitos dos trabalhadores e cortar verbas da educação, da saúde e da habitação para garantir o pagamento dos juros – só provocaria o enfraquecimento do governo e o fortalecimento dos setores mais conservadores da sociedade.


Fica, portanto, mais uma vez provado que “a emancipação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores”. As mulheres, as famílias sem casa para morar, os trabalhadores que recebem baixos salários e os desempregados, a juventude – que vê seus sonhos sendo roubados diariamente –, todos os oprimidos e explorados deste país, precisam se unir contra o fascismo, pelas reformas populares e por um Brasil socialista.


Exigimos a imediata mudança dessa criminosa política econômica, a demissão do office-boy do Bradesco e do capital financeiro, Joaquim Levy, e de toda diretoria do Banco Central.


Exigimos também a imediata suspensão dos pagamentos da dívida pública, que consome do Orçamento da União cerca de R$ 50 bilhões por mês somente com o pagamento de juros, um dinheiro que é do povo e deve ser empregado em seu favor e não entregue aos banqueiros.


Fora Cunha e todos os corruptos do Congresso Nacional!


Congelamento dos preços dos alimentos e aumento real dos salários dos trabalhadores!


Fim da remessa de lucros e reestatização das empresas nacionais privatizadas!


Respeito aos direitos dos trabalhadores, das mulheres e da juventude!


Não ao impeachment! Nenhum direito a menos!


Fora Levy e abaixo o ajuste fiscal!


Basta de exploração capitalista! Viva o socialismo!


Unidade Popular pelo Socialismo (UP)

União da Juventude Rebelião (UJR)

Movimento Luta de Classes (MLC)

Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)

Movimento de Mulheres Olga Benario

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